segunda-feira, 18 de maio de 2009

Anjos e Demônios O Filme (Crítica)


O Filme conta a história fictícia do assassinato de um cientista, envolvido no projeto de gerador de partículas de antimatéria, o sequestro de cardeais na véspera das eleições do novo Papa e uma conspiração envolvendo os Illuminati.
Não li o livro, mas para consolo de quem leu, não assistam o filme, a não ser que queiram ver uma história diferente e surpreendente, não é sensato colocar na tela a mesma história que se passa nos livros, com certeza iriam se decepcionar bem mais, vendo a repetição e sabendo final, sem falar dos infelizes no cinema contando o final, com certeza várias pessoas já passaram por isso.

No geral o filme é incrível, por em sua ficção, mesclar dois eventos da atualidade, que foi a geração da anti-matéria e a sucessão de papas. Explicou os costumes do Vaticano e sua ordem eclesiástica, tentou introduzir também a ressurreição da ordem secreta dos Illuminati, que como qualquer outra ordem secreta, vai permanecer com seus segredos, como a maçonaria e qualquer outra ordem, não se sabe ao certo quem e nem quando começou a existir, mas que sempre terá marcas de que ela existiu, em ações, monumentos e fatos históricos.

No final do filme fiquei apenas tentando entender o título, que pode ter significado várias coisas no filme, Anjos e Demônios, poderiam representar os Padres e os Cientistas, o mais provável, os Padres e os Illuminati, que seriam a mesma coisa, pois os Illuminati eram cientistas, filósofos e homens da razão, não de fé.

O importante é entender que ele tenta mostrar essa rivalidade entre a Igreja e a Ciência, a Fé e a Razão, que por várias vezes anda lado a lado, quando não, a Fé castiga os intelectuais para depois absolvê-los, lembrando que a igreja é santa e feita por homens, que suas decisões são humanas e baseadas no livre arbítrio humano, mas não basta jogar os erros da igreja em cima dos homens e nem mesmo absolvê-los como eles próprios fazem, que a igreja já queimou, matou e enclausurou os homens da ciência, isso é fato, o problema esta na repetição dos erros.

O autor Dan Brown tenta apenas induzir aos leitores e expectadores a questão básica de "porque?" dos filósofos, da curiosidade de ir a fundo e aumentar o conhecimento da ciência e da religião, sem tomar partido algum, pois ele não induz a uma opinião, mas introduz fatos e cria uma teoria, por mais absurda que seja, tem fundamento, da mesma forma que você fala a mesma coisa para as pessoas e cada uma entende de uma forma, com os mesmos fatos, outras pessoas criam outras teorias.

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